NOSSA HISTÓRIA
A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés começou em 1956 quando Erich Stegmann, um artista que pintava com a boca, reuniu um pequeno grupo de artistas com deficiência física de 8 países europeus. Seu objetivo era ganharem o seu próprio sustento através de seus esforços artísticos e obter uma segurança de trabalho que até então eles não tinham.
Juntando suas habilidades criativas com uma visão de negócios, Stegmann fundou a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés como uma organização corporativa que reproduz os trabalhos dos seus artistas principalmente na forma de cartões, calendários e outros produtos.
O pequeno grupo que ele reuniu no encontro inaugural da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés agora cresceu significativamente e representa aproximadamente 750 artistas em mais 69 países ao redor do mundo.
Um dos principais focos de Stegmann era que a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés nunca deveria ser considerada uma instituição de caridade pelo fato de seus membros serem deficientes físicos. Para Stegmann, a palavra “caridade” era tão abominável como a palavra “pena”. A Associação sustenta que não é uma instituição de caridade e não se qualifica para a assistência caritativa.
Atualmente há 58 artistas no Brasil, muitos dão palestras e demonstrações de pintura para escolas, empresas e outros grupos interessados, oferecendo uma melhor compreensão do trabalho que está sendo feito pela Associação e as possibilidades disponíveis como oportunidade para as pessoas com deficiência. Conheça mais sobre eles na página de Artistas.
A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés tem três níveis de qualificação: bolsistas, membro associado e membro efetivo. A maioria dos artistas são normalmente admitidos como bolsitas. Eles recebem uma bolsa para pagar as aulas de pintura, materiais de arte, etc. Para manter consistentemente padrões elevados, o trabalho dos bolsitas é periodicamente revisado por um júri, até atingir um padrão que permita que eles sejam aceitos como membros efetivos. O júri inclui o presidente da Associação ou seu representante nomeado e dois artistas convencionais eminentes e reconhecidos. Quando aprovado, a diretoria pode admitir o novo bolsita/membro, sujeito à ratificação pelos membros na próxima convenção dos artistas delegados.
A Associação está constantemente buscando novos talentos promissores entre os deficientes que, talvez, tenham começado a assumir a pintura como uma forma de terapia.
Quando um bolsista chega a um padrão considerado equivalente ao de profissionais não deficientes, ele pode ser tornar um membro associado ou efetivo.
Tornar-se membro significa que ele vai receber uma renda mensal vitalícia, independentemente se o aumento da sua deficiência tornar impossível a ele fornecer obras de arte para a Associação comercializar.
Este acordo liberta o artista de um grande receio diante da possibilidade de perder a capacidade de pintar devido à deteriorização de sua saúde.
Os membros também se beneficiam da interação entre eles. Membros e bolsistas têm a oportunidade de se conhecerem nas conferências da Associação, exposições e outros eventos, onde eles são capazes de se reunir, interagir e aprender uns com os outros.
